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Discocracia

Emissões
Discocracia - Mano Jorge -Rádio Movimento On-Line
Antologia De Música Atípica Portuguesa Vol.1: O Trabalho

O espírito de Michael Giacometti anda por aqui, cruzado com os olhares contemporâneos, vindos do jazz, do noise e da electrónica.

Gonçalo F. Cardoso, Negra Branca, Live Low, Calhau!, Peter Forest, EITR, Luar Domatrix, Gonzo, Tiago Morais Morgado, Filipe Felizardo, colaboraram neste projecto, editado em 2017.

[discocracia #1]

Vol.1: O Trabalho

LIVE LOW- TOADA (39:00)

“TOADA” o longa duração de estreia em 2017 do projecto português “LIVE LOW”. Os Live Low que também colaboraram na Antologia Atípica, procuram o que resta da música tradicional, à luz da electrónica exploratória. Têm como ponto de partida, não só as recolhas da tradição musical portuguesa feitas por Giacometti, mas também a herança musical daqueles que a trabalharam condignamente como Fausto ou José Afonso.

[discocracia #1]

JOÃO HASSELBERG & PEDRO BRANCO – “FROM ORDER TO CHAOS” (26:10)

Um trabalho do contrabaixista João Hasselberg e o guitarrista Pedro Branco. “From Order to Chaos” é um pequeno grande álbum de 2017, com pouco mais de 26 minutos. Recheado de excelentes músicos, exemplo do agora muito badalado, pianista e compositor de jazz, Luís Figueiredo, criador dos arranjos de “Amar Pelos Dois”, “From Order to Chaos” deambula entre o Jazz e o Pop/Rock, criando uma atmosfera sensorial apelativa.

[discocracia #1]

From Order to chaos (Clean Feed, 2017)

GAS – NARKOPOP (1.18:23)

 Wolfgang Voigt já não gravava com o pseudónimo Gas há 17 anos, embora tenha anualmente uma produção bastante activa, quer em projectos a solo ou em grupo. Wolfgang Voigt é cofundador da editora Kompact, especialista em Pop Ambiental, com sede em Colónia. Em 2017 como Gas, apresenta-nos a sua mais recente Obra, Narkopop. Narkopop é uma obra para a eternidade, poderosa, hipnótica e densa. 

[discocracia #2]

WILLIAM BASINSKI – A SHADOW IN TIME (43:18)

Shadow In Time” compila as duas novas peças, que o texano William Basinski desenvolveu ao longo dos últimos dois anos. Ambas exploram o tema da morte. “For David Robert Jones” que todos nós conhecemos como David Bowie, a 1ª peça, foi uma encomenda da galeria Volume de Los Angeles, semanas após a morte do ícone. Nela Basinski recorre a uma série de loops seus do passado e constrói uma peça densa, intensa e com enorme sentimento. Para ouvir bem alto.

“A Shadow In Time” a 2ª peça, é dedicada a um amigo que se suicidou e foi algo em que Basinski trabalhou nos últimos anos. Aqui o recurso é ao seu sintetizador Voyetra 8, utilizado no passado em “Watermusic”. [discocracia #2]


Do Make Say Think - Stubborn Persistent Illusions 

Ao fim de 8 anos de ausência os canadianos “Do Make Say Think” estão de regresso com um excelente álbum instrumental, “Stubborn Persistent Illusions”. Nele podemos encontrar toda a dramaticidade cinematográfica do amor e do ódio, da violência e da paz, sempre presentes ao logo da Obra, bem assim como os elementos musicais essenciais do Post-Rock, baseados no Rock Alternativo e Jazz. A música dos “Do Make Say Think” é aqui sentida, transmitindo a sensação de que algo de grandioso está por acontecer. Não é por acaso que a capa do álbum nos faz lembrar as descobertas no “Novo Mundo”.

[discocracia #3]

Discocracia - Rádio Movimento Pt On-Line
Discocracia - Rádio Movimento Pt On-Line



Slowdive - Slowdive 

Os Ingleses “Slowdive”, banda de culto dos anos 90, estão de regresso após 22 anos de inactividade discográfica e de uma longa espera para todos nós.

Com eles estão de volta os profundos mergulhos na melancolia, que aconchegam sem entristecer.

Os Slowdive estão de volta. Resta-nos disfrutar do momento, basta para tal penetrar no seu intenso e denso universo, pleno catalisador de emoções.

[discocracia #3]

THURSTON MOORE – ROCK N ROLL CONSCIOUSNESS (42:56)

Lançamento: 28 Abril 2017 / Label: Caroline

É quase impossível, falar de Thurston Moore sem falar nos Sonic Youth, um dos grupos mais influentes do rock das últimas décadas.

Neste trabalho de 2017, 2 dos elementos essenciais, da construção musical de Thurston, a guitarra e voz, rementem-nos para os “Sonic”, mas a estrutura e dimensão das composições são abordadas de um modo diferente e as letras são marcadamente de teor intimista. 

O modo de iniciar e acabar as músicas também soa aqui de um modo diferente. Ficamos a saber como inicia a viagem, não sabemos, quando e como vai terminar.

 Algumas curiosidades, o álbum foi gravado num estúdio que já foi igreja (The Church Studios) com o baterista Steve Shelley dos Sonic Youth e do baixo dos My Bloody Valentine, Debbie Googe. O registo foi feito em apenas seis dias, em material analógico já utilizado pelos Pink Floyd e Rolling Stones.

A fotografia da capa do álbum, é da autoria da portuguesa Vera Marmelo. 

[discocracia #4 - emito em 9/06/2017]

AFGHAN WIGS – IN SPADES (36:20)

Lançamento: 05 Maio 2017 / Label: Sub Pop

É impossível falar dos “Afghan Wigs” sem falar do seu líder Greg Dulli, um dos mais eloquentes “frontment” do rock, devido ao seu provocante comportamento em palco e não.

Os “Afghan Wigs” surgiram em 86, acabaram no auge da carreira em 2001, (Não é oficial, mas Dulli não suportava a ideia de cada vez tocarem para um público, cada vez mais numeroso). Após alguns projectos por si liderados, Dulli refundou os “Afghan Wigs” que voltaram a editar novamente em 2014, após 16 anos de interregno.

Dulli, descreve este último trabalho de 2017 “In Spades” como «assustador» e que para si é “sobre memória – em particular, em como a vida e a memória podem rapidamente se manchar juntas”

Nunca a música dos “Afghan Wigs” serviu tão bem o lado “noir” de Dulli, como neste “In Spades”.

[discogracia #4 - emitido em 9/06/2017]

MARK LANEGAN – GARGOYLE (41:12)

Lançamento: 28 Abril 2017 / Label: Heavenly, PIAS

Mark Lanegan vai-se aprimorando com a idade. Este “Gargoyle” tem a força e a serenidade interpretativa, para que se possa ir associando o seu nome, a ícones como Nick Cave ou Tom Waits.

Mark revelou recentemente, que embora escreva melhor do que há 15 anos atrás, prefere trabalhar as suas canções em colaboração com outros músicos. “Quando vejo as coisas sob a perspectiva de outras pessoas é bem mais excitante para mim do que deixar-me estar a trabalhar sozinho”.

E ainda bem, porque neste álbum, fazem parte nomes como Josh Homme dos “QotSA” e Greg Dulli dos “Afghan Whigs”.

[discocracia#4 - emitido em 9/06/2017]


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